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Biavati diz que Lei Seca aponta novos paradigmas à Educação para o Trânsito

Luciene Lopes

Biavati apontou que com a implantação da “Lei Seca” houve mudança no comportamento da sociedade

Nesta sexta-feira, dia 14, durante 6º Congresso Brasileiro de Trânsito Vida e o 2º Congresso Internacional realizado em Fortaleza-CE, o especialista em segurança no trânsito e mestre em sociologia, Eduardo Biavati ministrou palestra sobre "A regra, a transgressão, o acidente: Novos temas para a Educação". Com a experiência, por mais de dez anos coordenando o Programa de Prevenção a Acidentes de Trânsito da Rede Sarah de Hospitais, desenvolvendo abordagem de prevenção voltada para a fragilidade do corpo humano, Biavat apontou alguns impactos positivos que a lei seca provocou na realidade cotidiana dos brasileiros, com relação aos acidentes de trânsito e ao trabalho de educação que tem sido realizado na área.

Dentre as constatações, o palestrante defende que a nova medida requer enfatizar sobre as normas de segurança no trânsito como usar o cinto de segurança, o capacete e as botas, usados pelo motociclista; o consumo de bebidas alcoólicas e a velocidade que podem alterar de forma irreversível o tempo da vida das pessoas, mas é preciso que essa discussão seja acompanhada de uma abordagem onde fica evidenciada a importância de se mudar de atitude.

Com base em pesquisas, Biavati apontou que com a implantação da “Lei Seca” houve mudança no comportamento da sociedade, e que a adesão é crescente, principalmente, entre os jovens, quanto ao uso de equipamentos como o cinto de segurança. Mas de acordo com ele, o trabalho de educação, realizado em 10 anos, tempo de vigência do CTB, não foi o suficiente para conscientizar a sociedade dos riscos advindo da imprudência. Para respaldar essa constatação, o sociólogo diz que a pesquisa aponta mudança de comportamento como beber e optar pela carona, mas o mesmo indivíduo não tem consciência de outros riscos quando não observa o estado de embriaguez do motorista que o transporta.

Segundo ele, para cada pessoa que morre no trânsito brasileiro, outras 19 sobrevivem, o que representa quase um milhão de sobreviventes que na grande maioria ficam com traumas, incapacitações físicas definitiva e ou ferimentos leves.

Como mostra de que a discussão vai além da imposição das regras, Biavati disse que a sociedade acostumou ver na morte a imagem imediata dos acidentes de trânsito, que matam cerca de 40.000 pessoas por ano no Brasil e que é uma das principais causas de mortalidade, mas não percebeu que essa violência não se resume na morte, é apenas uma das muitas possibilidades do evento.
Fonte: site DETRAN/TO



 
 

 
 
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