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Educação emocional pode ser mais uma alternativa para as questões do trânsito

Luciene Lopes

Rodrigo Ramalho defendeu a educação emocional como ferramenta eficiente para solucionar os problemas do trânsito

Dentro da proposta de novas perspectivas para se trabalhar a problemática do trânsito, visando a mudança de comportamento do ser humano, nas diversas situações em que ele se enquadra, um dos trabalhos selecionados e apresentados no 6º Congresso Brasileiro de Trânsito e Vida e o 2º Congresso Internacional, realizado em Fortaleza-CE foi o do psicólogo e professor Rodrigo Ramalho, que defendeu a educação emocional como ferramenta eficiente para solucionar os problemas do trânsito que vão da falta de espaço ao comportamento agressivo do condutor.

Para ele, diante de tantos problemas de trânsito que tem afetado a vida dos brasileiros, o investimento em busca da solução tem ficado apenas no campo racional, como a publicação de novas leis, um trabalho voltado direção defensiva dentre outros. Na concepção do psicólogo, todo esse aparato é fundamental, mas, defende que é necessário investir no comportamento do condutor.

Os programas desenvolvidos por Ramalho, mostram como lidar com o medo, a raiva e a tristeza, sentimentos que segundo ele estão intimamente ligados ao comportamento do homem presente nas vias. Partindo do pressuposto que na infância o ser humano sente medos, dentre eles o medo da perda, quando adultos e em contato com o trânsito, esse sentimento se torna conflituoso em virtude da competitividade gerada pela escassez de tempo e espaço somados à frustração advinda da raiva e da agressividade diante dos obstáculos e do próprio medo de perder. Para ele, esse conjunto de fatores de risco, automaticamente, provocam o acidente.

Essa nova visão, para ele, não banaliza o trabalho que já vem sendo realizado, mas é um fator que deve ser agregado. Dessa forma ele acredita que se cada indivíduo passa por uma reavaliação comportamental, os gargalos do trânsito que requerem ação em coletividade serão amenizados. “Essa alternativa é uma medida rápida e eficiente diante da realidade de que os espaços não vão aumentar em curto prazo, avaliou sugerindo que todas as alternativas devem ser trabalhadas paralelamente”, concluiu.

Para a psicóloga Rosivânia Tosta, gerente do Núcleo de estudos e pesquisas do Detran-TO, essa defesa é realidade observada no cotidiano do trânsito e evidencia a necessidade de se despertar para a educação emocional e afetiva da sociedade, principalmente, dos condutores que tem nas mãos o poder de dirigir um veículo.”O controle emocional é um instrumento indispensável para que tenhamos um trânsito mais humanizado e com mais cidadania”, considerou.

O congresso encerrou hoje, dia 14 com a realização de uma sessão plenária para a elaboração da carta Trãnsito e Vida Fortaleza, contendo propostas sugeridas durante o evento e que serão encaminhadas aos órgãos competentes para as devidas providências.

Fonte: Site DETRAN/TO



 
 

 
 
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